segunda-feira, 13 de junho de 2011

Palavras bem escritas...

"Sou viciado em amor. Sou dependente de amor. Sou o maior dos junkies de beijos, abraços, suores, salivas, gemidos, sussurros e tudo o mais que te passe pela cabeça. Sou um desgraçado de um carinhodependente, um miserável de um cumplicidadenómano. Preciso de quem amo como quem precisa de ar para respirar, preciso de amar como quem precisa de água para beber. Preciso de comer (n)a vida dos outros para que a minha vida não me coma de cebolada. Preciso da vida dos outros, da presença dos outros: da existência, real, dos outros por dentro da minha existência. Só nela, com ela, por ela, em ela, existo. E sem ela desisto. Sou um fraco, sim. E é de lá – do mais fundo de lá - que vem a minha força. Não acredito nas tretas que agora se vendem ao quilo em hipermercados de almas. Não acredito na tanga de que o amor não deve ser asfixiante. Não acredito na bullshit de que o amor deve ser a soma, perfeita, de dois inteiros – e não a soma, essa sim perfeita, de duas metades. Não acredito na pessegada da não-dependência de quem ama, do não precisar de quem ama. Não acredito. O amor, se não for precisar do outro como de pão para a boca, não é amor – é uma gosma qualquer, uma mistela qualquer. O amor, se não for dependência absoluta, se não for vício sem retorno, não é amor – é uma espécie de marca branca do gostar, uma espécie de contrafacção do amar. Eu sou pelas marcas de verdade. Eu sou pelo amor de verdade. Por mais que por vezes doa, por mais que por vezes custe. Mas a verdade, já se sabe, custa. Hoje decidi escrever à mulher que amo. À mulher que ainda não sei que amo – mas que um dia vou amar. Decidi escrever-lhe para lhe dizer, antes de que ela me encontre e de que eu a encontre, aquilo que quero que ela seja – aquilo que quero que ela me seja: aquilo que exijo que ela me seja. Hoje decidi escrever à mulher que amo e dizer-lhe que, se quer ser a mulher que eu amo, tem de me amar como eu a amarei. E será assim que eu amarei: sem freio, sem parar um segundo que seja de pensar nela, sem parar um segundo que seja de a querer aqui, ao meu lado, em carne, em osso, em pele - ou então simplesmente numa chamada telefónica, numa mensagem de telemóvel, num e-mail que seja. Ouve, mulher que vou amar: se queres amar-me e fazer-me amado nesse amor de nós, ama como amar tem de ser, como amar só pode ser. E amar só pode ser sem parar, sem descanso, sem um segundo que seja de abstracção. Amar é com urgência, amar é com pressa, com pulsão. Amar com tranquilidade é gostar muito. Amar com tranquilidade é, no máximo. adorar bastante. E gostar muito e adorar bastante não chega. E gostar muito e adorar bastante não me chega. Eu sou por amar. Sem condições, sem tempo, sem escalonanento de prioridades. O amor não está sujeito a prioridades. O amor é um sujeito chamado prioridade. O amor, quando se ama, não ocupa tempo – é o tempo. Porque só assim é que chega a tempo. O amor, quando se ama, não se compadece com “tenho de fazer isto e depois venho amar-te” ou com “amanhã à noite amamo-nos”. O amor não se compadece – o amor, quando se compadece, adoece. Mirra, fica pequenino, murcha. E cai. E morre. O amor morre por falta de amor real. Essa é que é a realidade. Não me venham com merdices. Com merdices de que a presença do amor vai para além do corpo, que é possível amar e sentir à distância como se fosse aqui, pele na pele, olho no olho. Não me venham, ainda, com a ideia de que o amor tem de ser saudável. Merda com isso. Merda para isso tudo. O amor não é saudável – é louvável. O amor é um milagre. E um milagre tem de ser, todos os dias, demencialmente, apreciado. O amor é um milagre diário – e que, para todos os dias poder ser o milagre que é, tem de receber loas e vénias e ser acarinhado e apreciado como se fosse o primeiro dos milagres. E é: o amor é sempre o primeiro dos milagres. Todos os dias, quando o amor continua a ser todos os dias, o amor é um milagre. O amor tem de ser amado. O amor não é uma empresa, não é uma reunião, não é uma associação de duas personalidades. O amor é tudo. É saber que se é aquilo, que se vive aquilo, que se sonha e acorda aquilo. O amor é saber que só se é aquilo. É claro que há os empregos e as carreiras e as obrigações e essas porcarias todas. Mas tudo isso, quando se ama, são meros espaços de passagens, irrelevantes espaços vazios: oco entretenimento para o que realmente interessa. E tu, minha mulher que amarei, tens de entender isso de uma vez por todas. Se queres ser a mulher que eu amo, tens de precisar de mim, tens de me asfixiar de ti, tens de estar, como as minhas pernas e os meus braços, em mim: sempre em mim. É claro que não é saudável, é claro que não é razoável, é claro que é insensato. Mas o amor não é saudável, o amor não é razoável, o amor não é sensato. O amor é para ser aquilo que não tem razão, aquilo que não explicação, aquilo que te tira da tua mão. O amor é para ser aquilo que te renova de ti, de um Eu que sempre foste, e que atira para um nós que nunca deixaste de ser. Depois, com o passar dos dias, se verá se ele resiste. Depois, com o passar dos dias, se verá se ele continua a ser, todos os dias, o milagre que hoje é. Depois pode até matar-te por afogo, enforcar-te por ansiedade. Mas que se dane: se isso acontecer já viveste, abençoado felizardo, o milagre de seres amor: de seres o que é, verdadeiramente, o amor. Se isso acontecer já sentiste a felicidade vezes sem conta, aquela sensação de que se a vida acabasse logo ali já teria valido a pena. Se isso acontecer já foste o deslumbramento de seres amor, a realização de seres amar. Se isso acontecer, já perdeste o ar tantas vezes, já ficaste sem respiração ainda mais tantas vezes. Ama, perde-te em amar, vive amar: sê amar. Deixa que amar te ocupe, deixa que amar te conquiste. Ama o abraço até à exaustão, ama o beijo até à devoção, ama o orgasmo até à comoção. Ama. Ama como se fosse para sempre. E quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar."

in jornal "Notícias de Guimarães" de 13 de Junho de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

...

Hoje com certeza que ter-te ao meu lado me teria facilitado a vida...irias com certeza saber o que me dizer... aconselhar...chamar à terra... Em vez disso tenho tudo menos o que preciso... Todos me dizem tudo...mas acabam por não dizer nada...

Sinto-me desorientada e só tu podias ajudar-me :(

quinta-feira, 30 de julho de 2009

. . . . .

Os momentos são para se viver o mais intensamente possivel..
Obrigada por me teres proporcionado um momento que nunca esquecerei..

"Live the moment each and every day"..

Obrigada por teres entrado na minha vida...

Deixas saudades... *

quarta-feira, 24 de junho de 2009

. . .

Sinto a minha vida estagnada. Parece que tudo o que me rodeia deixou de andar. Parou.. Simplesmente parou...Explicação não encontro..Apenas sei que me sinto presa.. Presa a algo que não sei dar nome..Presa a sentimentos...Situações...Rotinas...ou simplesmente pensamentos...

Será possivel poder começar algo do zero? Será possivel apagarmos do nosso pensamento episodios,situações, sentimentos? Ou simplesmente teremos que aprender a guardá-los no mais profundo no nosso insconsciente de forma a não estarem constantemente a passar-nos á frente?E se por mais que queiramos não conseguirmos mante-los guardados??

Turbilhão...Apenas sei que o que sinto é um enorme turbilhão na minha cabeça... E no fundo a minha vida parada devido a isso mesmo...



sábado, 16 de maio de 2009

....Falsidade....

É incrivel como as pessoas se resumem a tão pouco... Num tão curto espaço de tempo conseguimos descobrir toda uma amizade construida na base da mentira, da inveja, do interesse,de falsidade...
Como é possivel não terem valores, caracter, honestinadade na vossa vida???

Traição será a palavra certa... É como me sinto.. Traida por quem, em tantas vezes confiei a minha vida.

Raiva é o que sinto por vocês... Tenho-vos tanta raiva.... tantaaaaaaaa.... E só sei que ela só me irá ajudar a um dia calar-vos...

Não se achem superiores quando disso nada têm... Aprendam a ser humildes... E a não invejarem tanto os outros...

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...

Raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.................

quarta-feira, 13 de maio de 2009

... Metade de mim . . .

Metade de mim diz não.. A outra metade diz sim...
Metade de mim quer... A outra não...
Metade de mim ama.... A outra odeia...
Metade de mim vai á luta... A outra foge...
Metade de mim nunca desistiu... A outra desistiu há muito...

E este impasse... esta incerteza de actos deixa-me louca... Sem norte onde me possa abrigar...

Preciso de respostas... Preciso de saber a qual metade dar razão...

domingo, 26 de abril de 2009

.... Como a vida muda....

Hoje tenho vontade de gritar ao mundo: "Eu sou um ser humano e tenho sentimentos".. Será que a vossa ignorância é tanta que não percebem que não são perfeitas?? Que pelo contrário são mesquinhas, falsas, intriguistas, sem escrúpulos, sem respeito pelos outros?
Sentirem-se superiores é bom?? Pois é bom que metam a mão na consciência e concluirem que secalhar de superiores nada têm... A vossa falta de reconhecimento só me dá garra para vos pisar. E vou pisar.. SOu muito melhor que vocês.. Sei que sou humana já vocês secalhar não poderão dizer o mesmo..

Sim odeio-vos.. Conseguiram gerar-me uma raiva tão grande dentro de mim que ela será canalizada só para vos mostrar quem é que afinal é inferior a quem...